Para todo início tem um começo

Terras de Moçambique, cá estou há dez dias. Cheguei à Maputo, capital desse país africano de língua irmã num domingo pela manhã (22 de julho). Uma semana antes do começo das aulas de jornalismo na Politécnica.  

Aeroporto Internacional de Johanesburgo – África do Sul

Depois de um estresse danado com minhas malas extraviadas no aeroporto de Johanesburgo, na África do Sul (sim, elas sumiram por lá entre centenas de esteiras e foram dar uma voltinha na Tanzânia, mas voltaram a tempo de jantarem comigo – risos), apaguei meu etnocentrismo com borracha, e me lancei a conhecer a moçambicanidade”. Sem julgamentos e de peito aberto.

Choque cultural

O chamado “choque cultural” que algumas pessoas me avisaram que eu sofreria na chegada, confesso, nem senti. Na verdade, foram divertidos esses primeiros dias. Tudo novo e diverso. Um misto de exótico e familiar que me fizeram muito bem.

Perceber algumas diferenças e semelhanças entre moçambicanos e brasileiros foi muito bacana nesse primeiro momento. O mais legal desse começo de caminhada em Maputo, foi perceber que a nossa pátria (independente de qual nacionalidade tenhamos: seja portuguesa, brasileira, angolana, moçambicana ou cabo-verdiana) bem que poderia ser uma única – a língua portuguesa, que nos une e nos aproxima.

Agora, uma coisa constatei sem muitas reflexões.  Eles (nossos irmãos moçambicanos) são donos de uma generosidade ímpar, de um sorriso contagiante e de uma força em não desistir das coisas tão maior ou igual a que temos no Brasil. Saber disso pelos meus próprios olhos me impressionou e só me faz nesses primeiros dias querer conhecê-los cada vez mais e admirá-los. Pensando nisso, me lembrei de uma frase de Euclides da Cunha : “O nordestino é antes de tudo um forte”! E parafraseando o mestre, repito sem medo de errar: “ sim, o moçambicano é antes de tudo um forte”!

A observar

Estive mais a observar que falar nesses dez primeiros dias. E já começo a me sentir em casa, talvez por minha natural familiaridade com a cultura afro, talvez porque os moçambicanos adoram os brasileiros ou quem sabe porque meu anjo da guarda é forte e tem uma veia africana.

Gerúndio complica

Dei um tempinho nessas primeiras publicações do blog para me ajeitar em um sítio (lugar) com dizem por aqui, achar internet boa e saber me locomover de forma segura em Maputo.

Nesse meio tempo “estive a procurar” – descobri que se eu usar o gerúndio por aqui, apesar de falarmos a mesma língua, as pessoas na maioria das vezes não me entenderão – nove moradias diferentes com variados preços, mas enfim, à duras penas, achei um cantinho a um preço justo – 8.500 meticais/mês – cerca de USD 300,00.

Quem não chora não mama

Pechinchar foi a palavra de ordem dos últimos dias. Outras palavras que foram recorrentes nesses primeiros dias foram: Mânica, 2M, Laurentina clara e Laurentina escura – cervejas locais (risos). E claro a palavra saudade. Essa não faltou hora nenhuma…

Na procura de um local para ficar conversei com um bocado de gente, fiz algumas entrevistas para o blog, delimitei possíveis pautas, escrevi três matérias que ainda publicarei, fiz fotos, conheci lugares, peguei chapa (van no dialeto shangana), maxibombo (ônibus no dialeto shangana), e tive a oportunidade já de cara em ir à Beira, capital da província de Sofala (cerca de 1.200 km de Maputo) a convite de uma família moçambicana, que me recebeu muito bem (tema de um futuro post, prometo).

As informações que colhi ainda no Brasil sobre a moradia em Maputo me valeram um pouco e com ajuda de duas amigas moçambicanas (quase moçambicanas porque vivem aqui há muito, mas são de Ruanda e Burundi) consegui encontrar um hostel de nome Fátima’s Backpacker Mozambique para ficar. Mas para morar em Maputo, não se engane. Os aluguéis para mulungos  (brancos em dialeto shangana) são bem carinhos viu!?!

Nos próximos post’s falo mais sobre isso, conto um pouquinho sobre a história de Moçambique e vos apresento Maputo. Se a Xuxa estivesse aqui ela diria: “beijinhos, beijinhos e… Hambanine” – tchau-tchau no dialeto shangana (risos) !!!

Até!

5 respostas em “Para todo início tem um começo

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