Finas misturas de um povo

Por estar localizado numa posição estratégica e ponto nodal da Costa Sul da África, o país, ao longo do tempo, foi ocupado por povos diversos formando um grande mosaico étnico.

Por minhas observações, pelas conversas que tive com um bocado de gente por aqui, e pelo que li a respeito, há várias pessoas de diferentes regiões e inúmeras culturas se misturaram com o passar dos anos no atual território que chamamos Moçambique.

Instalaram-se aqui africanos de várias partes do seu continente mãe, surgiram mestiços das relações do negro com o branco, vieram árabes para cá, indianos e europeus de várias partes do velho continente.

Falar do povo moçambicano, a meu ver, é pensar em sua raiz básica que é a dos povos Bantu, mas há que se considerar também a forte miscigenação que aconteceu por aqui.

Creio que o povo moçambicano e sua cultura de um modo geral, são feitos por essa fusão do padrão originário da matriz Bantu mais a consequente mistura com outros povos. Daqui sai a “moçambicanidade (e identidade nacional)” que tenho experimentado – tema do próximo post.

Povos Bantu

Pelo que me conta o livro: “Ensaio sobre a cultura de Moçambique”, de Carlos Jorge Siliya, já mencionado num post anterior, existem vários grupos negros por aqui. E com muitas subdivisões.  Entre esses grupos negros de Moçambique, fui instruído por um professor da Politécnica (onde estou a estudar – sem gerúndio para eu ser entendido – clique aqui e veja o que falo sobre isso num post passado), a ressaltar nas minhas pesquisas os cinco principais: os “Macuas”, os “Tongas”, os “Macondes”,os “Nhanjas” e os “Swahilis”.

 

Os cinco grandes em “Moz”

Comecemos pelo maior grupo negro em “MOZ”. Os Macuas-Lomués, que são a mais numerosa etnia de Moçambique. Os “macuas”, como são vulgarmente chamados, estão ainda espalhados pela Tanzânia, Malawi, Madagáscar e Ilhas Seychelles – talvez pelo forte tráfico de escravos que sofreram, pelo que li no livro de Siliya.

Esse grupo ainda se divide em: Lomués, Chacas, Macondes, Podzos e  Acherinas.

O próximo grupo negro que merece destaque é o dos agricultores e pastores do sul de Moçambique. Eles foram os primeiros a emigrar para as minas da África do Sul no século XIX.

Hoje, estão presentes principalmente na capital Maputo, e na província de Gaza.  Esses agricultores são de origem dos povos Tongas, que ainda se dividem em: Changanas, Chopes, Tsuas e Rongas.

Outro grupo interessante são os Macondes, muito conhecidos por suas esculturas em madeira. Abaixo você vê um artesão que mostra a pura arte maconde, deu vontade de comprar (risos).

 

Um grupo que tem forte influência na construção da sociedade em Moçambique são Swahilis, que se localizam atualmente na região do Quionga e Quelimane, muito embora existam algumas comunidades mais a sul do país. Trata-se de populações africanas islamizadas, cuja cultura se estende ao longo de toda a costa oriental da África até Moçambique, incluindo Camarões e Madagáscar. Foram eles os responsáveis pela introdução do Islamismo por aqui.

E o último grupo são os Nhanjas que se subdivide em: Sengas, Maganjas, Auguros, Vanhunguéses e Atandes

Assista a um video bem legal que trata dos grupos negros que se espalharam pelas Américas.

 Para mais informações sobre os vários grupos negros em Moçambique, clique aqui.

Hambanine e até o próximo post!  

 

3 respostas em “Finas misturas de um povo

  1. Pingback: Terras de Moçambique

Deixe um comentário...

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s