Moçambique – a Independência e o embrião da República

Quarto post da série que traz aspectos sobre a história de Moçambique. Nesse texto trato sobre o processo de Indepência de Moçambique e da República que se estabeleceu aqui, e incito alguns choques e problemas internos enfrentados pelos moçambicanos no decorrer dos anos. Vamos lá então! Sem perder é claro, o que tenho afirmado nos post’s anteriores. Aqui não há uma verdade absoluta. É meramente um recorte dos fatos, ok?

Quando Portugal deixou de ser uma ditadura em 74, o país perdeu um poderio significativo sobre as suas colônias. E isso resultou num processo de Independência das suas colônias remanescentes: cinco na África e uma na Oceania.

Em todas essas colônias portuguesas naquele momento, existiam movimentos políticos que reclamavam a Independência imediata. Diante da transição que Portugal atravessava naquele momento, os militares portugueses se recusaram a hostilizar os movimentos que ganhavam força de independência nas várias colônias que o país ainda detinha poder.

E foi exatamente nessa época, que a Frelimo intensificou aqui em Moçambique suas ações militares, tendo inclusive gerado uma série de baixas no exército português. Com as investidas da Frelimo contra o “inimigo” foi crescendo um sentimento nacionalista, que ganhou todos os rincões do país.

Naquela altura, o partido contava com amplo apoio de sua população. De um lado se verificou um enorme crescimento dessa força popular no país e do outro restou uma frente militar portuguesa desestabilizada e enfraquecida, que já não contava com o apoio de todos os seus militares tanto em Moçambique quanto em Portugal. O que isso gerou? Perdas de território para os “portugas”, que se viram sem forças diante mobilização maciça do povo moçambicano.

O processo de Independência, após anos de combate, foi ratificado em 24 de Julho de 1974 quando foi aprovada uma lei em Portugal que estabeleceu um regime transitório para Angola e Moçambique, tendo em vista a independência destes territórios.

Pelo que li no “Ensaio sobre a Cultura em Moçambique, de Siliya, autor já mencionado em post’s anteriores, em 4 de Agosto de 74, Portugal se comprometeu enfim, junto ONU, a autorizar a Independência do país. E em 7 de Setembro, em LusaKa, foi pelos “ portugas”e pela Frelimo assinado um acordo que conduzia o país à tão sonhada independência.

Em setembro de 74, Joaquim Chissano, representando a Frelimo e em conformidade com o estabelecido no acordo de Lusaka, que ratificava o cessar fogo e a transferência dos poderes, toma posse como chefe de um governo de transição, apoiado agora pelo governo português.  A função de Chissano nesse momento foi propiciar condições ao país para uma independência plena.

Já em maio de 75, Samora Moisés Machel foi aclamado o primeiro presidente de Moçambique. Abaixo segue um video documental que mostra a ascensão do povo moçambicano ao poder.

O período que se segue à Independência (25 de Junho de 1975), ao contrário do que seria de esperar foi de profunda crise interna, devido a alguns fatores. Os investimentos estrangeiros foram embora junto com os portugueses, houve a tentativa da construção de um estado socialista e o país enfrentou guerras internas pelo poder. Mas isso é tema para o próximo post. Hambanine e até lá!

Fonte de pesquisa: “Moçambique e sua história”, de Hortência Cossa e Simão Mataruca.

 

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