“Gugu me ajude”

Realidade fantasiosa da “TV Brasileira” ganha cada vez mais força em Moçambique

Quem me conhece, principalmente as pessoas mais próximas, sabem que estou produzindo um documentário com inspiração etnográfica numa imersão na Comunidade Rastafári em Moçambique.

Esse “doc” tem sido feito em parceria com o meu amigo Felipe Nascimento, um estudante brasileiro de História que vive em Maputo há quase três anos, e estuda na Universidade Eduardo Mondlane (maior centro de ensino superior de Moçambique). E na produção desse novo trabalho, eu não poderia deixar de mostrar a você as cenas inéditas que presenciei.

Nas últimas duas semanas, além das gravações e do contato com os Rastas (falarei mais disso por aqui em breve), fomos conhecendo também a comunidade vizinha ao Tabernáculo Rastafári, onde estão sendo filmadas as imagens do documentário.

Desse contato com as famílias, crianças e adolescentes de Intaka, captamos também algumas imagens que renderam pérolas muito interessantes do tipo: influência da TV Brasileira em Moçambique, alguns retratos sociais do país, a identidade moçambicana e a cultura africana de um modo geral.

Abaixo seguem dois vídeos que considero muito bacanas. No primeiro apresento para você a adolescente Flávia, que sonha em ser modelo e pede ao  “Programa do Gugu” para ajudar a sua família. Além disso, na conversa despretensiosa do vídeo, fica claro o carinho que os moçambicanos têm com o Brasil.

Seriam as novelas e programas brasileiros que chegam aqui ou a língua portuguesa que nos une responsáveis por essa admiração? Responda por si mesmo (a). A realidade fantasiosa mostrada pelas novelas são boas para o moçambicano? Deixo essas perguntas no ar.

Já no segundo vídeo, Flávia e sua amiga Asule, de maneira simples, mostram a influência das novelas brasileiras por aqui, falam um pouco da identidade cultural da mulher moçambicana e ainda mandam beijinhos para o Brasil. Um vídeo super despretensioso, mas que trouxe um pouquinho da África que “fala português” que agora, você passa a conhecer. Espero que goste!

Os vídeos foram feitos de maneira espontânea. Não houve edições e esse foi o objetivo. Aconteceu como tinha que ser e não poderia deixar de mostrar para você que tem acompanhado o “Terras de Moçambique”.

De forma clara, os dois vídeos desnudam alguns retratos sociais do país e talvez, quem sabe, denuncie também de maneira simples à realidade fantasiosa das novelas brasileiras, que ganham cada vez mais força na vida dos moçambicanos. Fica então, o convite para se pensar sobre.

 

Hambanine e até o próximo post!

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