Muodjo – foco no resgate social de jovens e crianças de rua

Conheça uma iniciativa de um moçambicano que tem dado alegrias para alguns menores no país

Em termos de lei de proteção, Moçambique, ainda sente a falta de instrumentos legais que amparem efetivamente as crianças. Não há uma legislação tão vigorosa que cuide dos menores abandonados, dos direitos da criança ou que ainda legisle, de forma eficaz, sobre o trabalho infantil e as práticas criminais juvenis.

Por aqui há uma certa insuficiência de instituições que garantam a assistência regular aos Centros Infantis, que zelam pelas crianças vulneráveis socialmente. Há pouquíssimas instituições públicas e privadas sensíveis à problemática das crianças órfãs e de rua que, assim como no Brasil, ainda sofrem com esse descaso público.

O que se vê por aqui são esforços das Nações Unidas que apoiam projetos voltados às crianças e em raros casos, há parcerias do Governo de Moçambique junto às Associações Filantrópicas locais que vão para frente e dão certo.

Quando o esforço gera resultados

Um caso que merece destaque é a parceria do Governo Moçambicano com a  Associação Cultural Muodjo que,  devidamente apoiada, vem resgatando dezenas de crianças de ruas e “órfãs sociais” de  Maputo, na capital do país.

Há algum tempo conheci um moçambicano que tem trabalhado  a favor de dias melhores para as crianças. Venha, então, conhecer o trabalho dele comigo.

Convidei o fundador da Associação Muodjo para contar ao “Terras de Moçambique” sobre sua história de vida e sobre o trabalho que ele tem desenvolvido. De bom grado, Osvaldo José Lourenço, 32 anos, ex-menino de rua e diretor da Associação Cultural Muodjo, aceitou o convite e agora mostra para você, nos vídeos abaixo, um pouco do seu trabalho.

O centro assistencial

Promover assistência social e desenvolver habilidades nas crianças desfavorecidas, com destaque para as que vivem na rua e órfãs. Potencializar e otimizar a justiça social, a segurança comunitária, a liberdade de expressão e a valorização cultural. Esses são os valores e a missão maior da Associação Cultural Muodjo, que foi criada por Lourenço.

“As crianças desamparadas, particularmente as das ruas de Maputo, em números grandes, têm frequentemente e por iniciativa própria procurado as instalações da Associação Cultural Muodjo, para passar parte do dia. Isso para nós é motivo de orgulho, sinal que estamos a caminhar em estradas boas”, ressalta o fundador da Associação.

Parte considerável dos membros fundadores da Muodjo (lembrando que Lourenço conta com uma equipe de colaboradores) foram direta ou indiretamente crianças soldados (menores que tiveram que lutar na guerra civil vivida por Moçambique: FRELIMO X RENAMO)  e/ou crianças da rua que, em condições adversas, não viveram com suas famílias em função do conflito armado que se estabeleceu por aqui.

Tudo começou em 2006, quando a Força Moçambicana para Investigação de Crimes e Reinserção Social – a FOMICRES,   um dos patronos da Associação Cultural Muodjo, aconselhou a este grupo de jovens mencionados, com destaque para Osvaldo José Lourenço, a institucionalizarem às suas generosidades, criando para tanto, uma associação que se dedicasse às crianças em marginalidade social. E a partir disso, com ações pontuais, a Muodjo foi crescendo e firmando outras parcerias para auxiliar as crianças.

Uma grande conquista da Muodjo, recentemente, foi a parceria firmada com a Mozarte (órgão do Ministério da Juventude e do Desporto do Governo Moçambicano), que, recentemente reestruturada governamentalmente, passou a auxiliar a Associação a tirar jovens da criminalidade em Maputo.

Com noções de artes visuais, informática e educação social, a parceria tem implementado um programa politécnico e vocacional em serviços de carpintaria, olaria, cestaria, educação musical, corte e costura para crianças e jovens em risco social.

“Um foco primário da Mudjo, em parceria com a Mozarte, é reconduzir a reintegração de crianças e jovens desamparados, particularmente para quem vive nas ruas. Junto à Mozarte, as crianças e jovens da nossa Associação têm tido acesso à formação profissional, o que pode vir a calhar no futuro dessas pessoas”, destacou Lourenço.

Assista aos vídeos abaixo e conheça o trabalho da Muodjo. Saiba também sobre a história do moçambicano Lourenço, o membro fundador da instituição.


Quer ajudar a Muodjo? Se gostou da iniciativa de Lourenço e deseja ajudar entre em contato pelo email:
yosvaldoo@yahoo.com.br ou pelo telefone : (+258) 8274-02-080.

Para fnalizar, veja no vídeo abaixo o que pensa um jovem acolhido pelo Muodjo. Ezequiel Majate, deixa para o “Terras de Moçambique” o seu recado.

Espero que tenha gostado. Hambanine e até o próximo post!

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